Prestes a ser concedidos, terminais de ônibus perdem R$ 18 milhões do Orçamento de São Paulo

PPP de Mobilidade – O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, autorizou a transferência de R$ 18,9 milhões (R$ 18.985.191,48) dos terminais de ônibus para a manutenção do Serviço de Atendimento Médico de Urgência – SAMU.

O remanejamento, oficializado nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2020, ocorre prestes a concessão dos terminais de ônibus da cidade à iniciativa privada.

Como mostrou o Diário do Transporte em primeira mão na semana passada, a prefeitura de São Paulo lançou na terça-feira, 14 de janeiro de 2020, a licitação para conceder os terminais municipais. A data de entrega de propostas foi marcada para o dia 19 de fevereiro de 2020.

O prazo de concessão será de 30 anos e os contratos vão somar R$ 5,2 bilhões. Como contrapartida, por mês, a prefeitura espera receber no mínimo R$ 14,52 milhões e as empresas ou consórcios que assumirem os terminais poderão construir empreendimentos imobiliários nos espaços. Os 31 terminais e as estações do Expresso Tiradentes serão divididos em três blocos de acordo com cada região.

Relembre:

Com a concessão, o objetivo da prefeitura é “liberar espaço” no orçamento para outras áreas.

De acordo com o poder público municipal, os terminais envolvidos na PPP – Parceria Público Privada representam um custo de, aproximadamente, R$ 20,86 milhões por mês (R$ 258,4 milhões ano) para a prefeitura.

Entretanto, o remanejamento autorizado nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2020, ocorre sem a previsão do desfecho da licitação. A data de entrega dos envelopes foi marcada para 19 de fevereiro, mas pode haver recursos e impugnações contra a concorrência.

O SAMU, que receberá os recursos, foi apontado como um dos grandes problemas atuais da gestão Bruno Covas, em especial pelo tempo de atendimento às chamadas, pela falta de profissionais e pelas condições dos locais onde ficam estacionadas as ambulâncias e onde ocorrem a higienização e o descanso das equipes de socorro.

Das 122 ambulâncias na cidade, 45 estão sem uso por falta de trabalhadores.

Nesta segunda-feira, 20, Bruno Covas entregou 24 novas ambulâncias para o SAMU que vão substituir os carros com mais de cinco anos de uso.

A compra ocorreu após repasse de R$ 4,14 milhões do Ministério da Saúde.

A transferência dos recursos dos terminais que serão concedidos ao SAMU faz parte de uma abertura de crédito adicional total de R$ 26,7 milhões (R$ 26.739.438,17). Dentro do mesmo remanejamento, as ações de fiscalização do comércio ilegal vão receber R$ 3,4 milhões (R$ 3.436.844,00).

[FONTE]: https://diariodotransporte.com.br/2020/01/21/prestes-a-ser-concedidos-terminais-de-onibus-perdem-r-18-milhoes-do-orcamento-de-sao-paulo/

Estudos de Excelência em PPP de Mobilidade

Infraestrutura no Brasil é um mercado extremamente promissor. Só para o subsetor de Transportes, já se prevêem licitações com investimentos da ordem de R$ 208 bilhões em 30 anos.

As concessões e PPPs de Mobilidade são uma excelente oportunidade de investimento no Brasil dentro do setor de Infraestrutura. E são vários os motivos para Mobilidade estar em alta: mercado gigante, bons retornos e disponibilização de boas garantias, etc.

Mas é importante ter cuidado. Estudos mal feitos levam a perder tudo o que foi falado acima e fazer todos os envolvidos perderam tempo e dinheiro. É alarmante: dos estudos que chegam à fase de licitação, 27% são posteriormente paralisados ou cancelados, simplesmente por falta de viabilidade.

A solução aqui é entrar no jogo para vencer. Uma PPP de Excelência no setor de Mobilidade aborda os seguintes pontos críticos:

* a remuneração correta:

* o reajuste preciso:

* o financiamento balanceado:

* a cesta de garantias correta:

* o prazo ideal:

* a taxa de retorno justa:

* o “payback” honesto:

* o “break even” coerente:

* um estudo confiável:

* o benefício público claro e transparente:

* a alocação de riscos coerente:

* o “Value for Money” exato;

* a ponderação entre Técnica e Preço;

* a eficiência tributária e societária;

* a contabilização correta do ICPC-01

Por isso aproveite o grande erro da grande maioria dos licitantes: o principal erro da concorrência em PPPs é a entrega estudos de baixa qualidade. Imagine-se do lado da Administração Pública recebendo esses estudos: você preferiria escolher o estudo “menos pior” como vencedor e sofrer as consequências de defendê-lo frente aos organismos de controle? Ou escolheria simplesmente não dar seguimento ao Projeto? Obviamente, a segunda opção.

Mas há como você tirar vantagem desse ambiente de “desprofissionalização” dos concorrentes: entregar trabalhos de qualidade, virando uma referência de excelência para o Poder Público.

Veja outro artigo sobre PPP de Mobilidade: http://pppdemobilidade.com.br/2020/05/11/se-e-para-falar-de-pro-brasil-que-se-fale-mais-de-investir-em-mobilidade/

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