PPP de Mobilidade: O Trem Intercidades

PPP de Mobilidade – A implantação de linhas de trens de passageiros ligando as principais cidades do Estado de São Paulo com a Capital é uma prioridade do governo João Doria (PSDB). O assunto esteve sempre presente durante sua campanha eleitoral e continuou na pauta do governo após sua posse em janeiro do ano passado.

São vários projetos em estudo pela Secretaria de Transportes e Logística que querem resgatar promessas de governos passados que, nos últimos 15 anos, acenaram com a possibilidade do retorno do transporte de passageiros pelas linhas férreas.

Não se sabe ainda se a criação de linhas de passageiros ocorrerá por concessão ou por meio de Parceria Público-Privada (PPP), mas o fato é que o governo estadual pretende compartilhar os trilhos da rede hoje sob a responsabilidade das empresas Rumo e MRS, que utilizam a malha ferroviária do Estado para o transporte de carga.

Dias atrás, quando o assunto voltou a ganhar corpo na área de transportes, o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, divulgou informações nas redes sociais sobre a implantação de uma linha entre Sorocaba e São Paulo.

Ele respondia a um internauta que fazia esse questionamento. Baldy informou que existem estudos para a privatização das linhas 8 e 9 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que ligam a estação Júlio Prestes a Itapevi e Osasco a Grajaú, na Região Metropolitana de São Paulo.

Para a implantação do projeto Trem Intercidades, ligando municípios importantes do Estado, foram feitas pesquisas com potenciais usuários. O trecho entre Campinas e São Paulo foi o que apresentou maior potencial, visto que liga a Capital a uma das regiões mais populosas do Estado e de grande atividade econômica.

Embora a região seja ligada a São Paulo por duas importantes rodovias, a Bandeirantes e a Anhanguera, elas estão dando sinais de saturação e faz tempo apresentam trânsito difícil e frequentes congestionamentos, principalmente nos trechos próximos à Capital.

Por esse motivo, a implantação do Trem Intercidades nesse trecho será prioritário e ligará São Paulo a Jundiaí, Campinas e Americana, num segundo momento. O edital, segundo informações do governo estadual, deverá ser publicado em breve.

Essa ligação ferroviária utilizará a estrutura da linha 7 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que será concedida. A ideia é fornecer transporte de passageiros rápido e confortável para desestimular o uso de automóveis e desafogar um pouco as rodovias que atendem aquela região.

Embora a pesquisa realizada pelo governo em 2013 mostre que o Trem Intercidades entre São Paulo e Sorocaba seja o menos interessante para investidores, pois mostrou um potencial de usuários muito inferior ao da região de Campinas, o governo reafirma sua intenção de implantá-lo.

O problema é saber quando essa ligação ferroviária será viabilizada e como a linha férrea será recuperada a ponto de oferecer segurança para o transporte de passageiros. Diferente do que ocorre na região de Campinas, atendida parcialmente por trens da CPTM, a via férrea entre a Capital e Sorocaba não é utilizada há muito tempo.

A Rumo, que transporta mercadorias até o porto de Santos, usa apenas uma das vias existentes e até a cidade de Mairinque, onde passa a utilizar os trilhos da Mairinque-Santos. A ligação entre São Paulo e Mairinque é segura somente até Amador Bueno. A partir daí, o trecho tem sérios problemas e em alguns locais, mesmo sob a responsabilidade da Rumo, até parte dos trilhos foram furtados.

Segundo reportagem publicada por este jornal na edição do último domingo, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai vistoriar durante esta semana a ferrovia que está sob a responsabilidade da Rumo Malha Oeste S/A, que passa por Sorocaba. O trecho a ser vistoriado fica entre Mairinque e Bauru, num total de 355 quilômetros.

A inspeção tem como objetivo verificar as condições da via permanente, que compreende trilhos, dormentes e faixa de domínio. A via férrea que corta nossa região está visivelmente abandonada, com poucos trens em circulação, mato alto e até furto de trilhos. Há trilhos gastos e desalinhados, queda de barreiras sobre a linha, aterros instáveis, entre outros problemas. A situação é tão grave que os trens de carga trafegam com velocidade limitada. No trecho entre Alumínio e Inhaíba rodam a 15 quilômetros por hora.

Mesmo não sendo a linha prioritária para o Trem Intercidades, se a linha férrea não for recuperada e mantida em boas condições, será impossível a implantação do trem de passageiros entre Sorocaba e São Paulo num futuro próximo. Recuperar o trecho, portanto, será o primeiro passo.

[FONTE]: https://www.jornalcruzeiro.com.br/opiniao/editorial/o-trem-intercidades/

Estudos de Excelência em PPP de Mobilidade

Infraestrutura no Brasil é um mercado extremamente promissor. Só para o subsetor de Transportes, já se prevêem licitações com investimentos da ordem de R$ 208 bilhões em 30 anos.

As concessões e PPP de Mobilidade são uma excelente oportunidade de investimento no Brasil dentro do setor de Infraestrutura. E são vários os motivos para Mobilidade estar em alta: mercado gigante, bons retornos e disponibilização de boas garantias, etc.

Mas é importante ter cuidado. Estudos mal feitos levam a perder tudo o que foi falado acima e fazer todos os envolvidos perderam tempo e dinheiro. É alarmante: dos estudos que chegam à fase de licitação, 27% são posteriormente paralisados ou cancelados, simplesmente por falta de viabilidade.

A solução aqui é entrar no jogo para vencer. Uma PPP de Excelência no setor de Mobilidade aborda os seguintes pontos críticos:

* a remuneração correta:

* o reajuste preciso:

* o financiamento balanceado:

* a cesta de garantias correta:

* o prazo ideal:

* a taxa de retorno justa:

* o “payback” honesto:

* o “break even” coerente:

* um estudo confiável:

* o benefício público claro e transparente:

* a alocação de riscos coerente:

* o “Value for Money” exato;

* a ponderação entre Técnica e Preço;

* a eficiência tributária e societária;

* a contabilização correta do ICPC-01

Por isso aproveite o grande erro da grande maioria dos licitantes: o principal erro da concorrência em PPPs é a entrega estudos de baixa qualidade. Imagine-se do lado da Administração Pública recebendo esses estudos: você preferiria escolher o estudo “menos pior” como vencedor e sofrer as consequências de defendê-lo frente aos organismos de controle? Ou escolheria simplesmente não dar seguimento ao Projeto? Obviamente, a segunda opção.

Mas há como você tirar vantagem desse ambiente de “desprofissionalização” dos concorrentes: entregar trabalhos de qualidade, virando uma referência de excelência para o Poder Público.

Veja outro artigo sobre PPP de Mobilidade: http://pppdemobilidade.com.br/2020/05/11/se-e-para-falar-de-pro-brasil-que-se-fale-mais-de-investir-em-mobilidade/

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